O exame que detecta trombose é o ecodoppler venoso, um ultrassom que mostra em tempo real se a veia está aberta ou ocupada por coágulo. Ele é rápido, indolor, não usa radiação nem contraste e pode ser repetido quantas vezes for necessário — é o padrão para confirmar ou descartar o diagnóstico.
O exame combina duas informações. A primeira é a imagem: o aparelho mostra a veia por dentro e permite comprimi-la com o transdutor. Veia saudável se fecha por completo sob a compressão; veia com coágulo não colaba. Esse é o achado mais confiável do exame.
A segunda informação é o fluxo. O doppler capta a velocidade e o sentido do sangue, revelando se a circulação está interrompida, reduzida ou desviada por circulação colateral. A combinação das duas define não só a presença do coágulo, mas a sua extensão e o tempo aproximado de formação.
O ecodoppler leva de quinze a trinta minutos, é feito com o paciente deitado e não exige preparo nem jejum.
O D-dímero mede um produto da degradação da fibrina, que se eleva quando existe coágulo em formação no organismo. A sua utilidade é específica e costuma ser mal compreendida: ele serve principalmente para descartar a trombose, não para confirmá-la.
Um D-dímero normal em alguém com baixa probabilidade clínica praticamente exclui o diagnóstico. Já um D-dímero elevado significa pouco isoladamente, porque sobe também em infecções, gestação, pós-operatório, câncer e na idade avançada. Nesses casos, o ecodoppler continua sendo necessário.
O ecodoppler define a conduta imediata: confirmada a trombose, o tratamento começa no mesmo dia. Além disso, o exame feito na fase aguda serve de referência para os controles futuros — sem ele, fica difícil distinguir, meses depois, um coágulo novo de uma sequela do antigo.
Não. O desconforto se limita à pressão do transdutor sobre a panturrilha dolorida, necessária justamente para testar a compressibilidade da veia.
Não há preparo. O exame pode ser solicitado na primeira consulta e, em muitos serviços, realizado no mesmo atendimento.
Na maioria das situações, sim. Quando a suspeita clínica permanece alta apesar do exame normal, repete-se o ecodoppler em cerca de uma semana, porque coágulos muito pequenos em veias da panturrilha podem não ser vistos no primeiro exame.
Qualquer pessoa com inchaço novo em uma perna, dor na panturrilha sem causa aparente ou sintomas vasculares após cirurgia, imobilização ou viagem longa.
Apresente os seus exames para uma análise individualizada, com esclarecimento completo do diagnóstico e das condutas indicadas.
Agendar consulta · (21) 99396-0343