O anticoncepcional hormonal aumenta o risco de trombose, mas o risco absoluto continua baixo na maioria das mulheres saudáveis. O que muda o quadro de forma significativa é a combinação do hormônio com outros fatores — sobretudo o tabagismo, a obesidade, a história familiar e as trombofilias.
O estrogênio presente nos anticoncepcionais combinados eleva a produção hepática de fatores da coagulação e reduz a de anticoagulantes naturais. O sangue passa a coagular com mais facilidade. É o mesmo mecanismo que explica o risco aumentado na gestação, quando os níveis hormonais sobem naturalmente.
A magnitude do efeito depende da dose de estrogênio e do tipo de progestagênio associado. Formulações com doses menores de estrogênio têm risco menor, e pílulas apenas de progestagênio, o implante e o DIU hormonal praticamente não aumentam esse risco — o que os torna alternativas úteis para quem tem contraindicação.
O primeiro ano de uso é o período de maior risco, e ele volta a subir quando há reinício após uma pausa longa.
A pesquisa não é recomendada de rotina para toda mulher que vai iniciar o método: o exame é caro, a maioria dos resultados alterados não muda a conduta e um resultado normal não elimina o risco. A investigação faz sentido diante de história pessoal de trombose ou de história familiar significativa — e essa avaliação deve ser individual.
Não por conta própria. Quem usa o método há tempo, sem intercorrências e sem fatores de risco associados, tem risco baixo. A decisão de manter, trocar ou suspender deve ser tomada com o médico que acompanha, considerando o método alternativo e o desejo reprodutivo.
O que não se deve fazer é ignorar sintomas: inchaço em uma perna só, dor na panturrilha ou falta de ar súbita em usuária de anticoncepcional exigem avaliação imediata.
Antes de uma cirurgia de grande porte, é comum suspender o anticoncepcional combinado com algumas semanas de antecedência, sempre com orientação médica e método alternativo definido. Viagens muito longas, imobilizações e internações também são momentos de reforçar as medidas de prevenção.
O DIU com progestagênio não tem aumento de risco relevante e costuma ser uma boa alternativa para quem teve trombose ou tem contraindicação ao estrogênio.
Também eleva o risco, com magnitude que varia conforme a via de administração. A discussão deve ser individual, ponderando benefícios e alternativas.
Anticoncepcionais combinados passam a ser contraindicados. Existem métodos seguros nessa situação, e a escolha deve ser feita em conjunto pelo ginecologista e pelo cirurgião vascular.
Apresente os seus exames para uma análise individualizada, com esclarecimento completo do diagnóstico e das condutas indicadas.
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