A gestação aumenta em várias vezes o risco de trombose, e o período de maior perigo não é a gravidez em si, e sim as primeiras semanas após o parto. Diferenciar o inchaço normal da gestação de um sinal de trombose é o ponto central — e a regra prática é observar se as duas pernas estão iguais.
Três alterações acontecem ao mesmo tempo. O sangue passa a coagular com mais facilidade, por ação hormonal — uma adaptação natural que protege contra hemorragia no parto. O útero em crescimento comprime as veias da pelve e dificulta o retorno do sangue das pernas. E a mobilidade diminui, sobretudo no fim da gestação e no puerpério.
A compressão explica um detalhe clínico útil: a trombose na gestação acomete a perna esquerda com muito mais frequência, pela posição da veia ilíaca esquerda sob a artéria que cruza sobre ela.
É esperado que a gestante tenha inchaço nos tornozelos e nos pés, sobretudo no fim do dia e no calor, e que ele melhore com repouso e com as pernas elevadas. Esse inchaço é simétrico.
Devem acender o alerta:
Diante de qualquer um desses sinais, a avaliação deve ser no mesmo dia. O ecodoppler venoso é seguro em qualquer fase da gestação, porque não usa radiação nem contraste.
Falta de ar súbita, dor no peito ao respirar fundo, tosse com sangue ou desmaio exigem emergência imediata. A embolia pulmonar é uma das principais causas de morte materna, e o quadro é tratável quando reconhecido a tempo.
O tratamento na gestação é feito com heparina de baixo peso molecular, aplicada por via subcutânea. Ela não atravessa a placenta e é considerada segura para o bebê. Os anticoagulantes orais mais modernos e a varfarina não são usados durante a gestação, pelo risco fetal.
O tratamento costuma ser mantido durante toda a gravidez e por pelo menos seis semanas após o parto, período em que o risco permanece elevado. A amamentação é compatível com a heparina.
Gestantes com trombose anterior, trombofilia conhecida, obesidade, repouso prolongado ou cesariana de urgência podem receber prevenção com heparina em dose profilática, decidida caso a caso. Para todas, valem as medidas gerais: manter-se ativa dentro do possível, hidratar-se, evitar longos períodos imóvel e usar meia de compressão quando indicada.
Pode, com planejamento. A gestação deve ser acompanhada em conjunto pelo obstetra e pelo cirurgião vascular, e o esquema de prevenção definido antes da concepção.
Ajuda a reduzir o inchaço e o desconforto e é recomendada em várias situações. O grau de compressão e o modelo devem ser indicados pelo médico.
Não são a mesma coisa, e a maioria das varizes gestacionais melhora após o parto. Ainda assim, merecem avaliação vascular quando persistem.
Apresente os seus exames para uma análise individualizada, com esclarecimento completo do diagnóstico e das condutas indicadas.
Agendar consulta · (21) 99396-0343