Matheus MannarinoCirurgia Vascular e Endovascular Agendar consulta
Carótida

Doença da carótida

Entenda o que é a doença da carótida, como ela é investigada e quais caminhos de tratamento podem ser discutidos em consulta.

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CRM 52.0108.215-9  ·  RQE 49448  ·  Jardim Botânico · Rio de Janeiro
Visão geral

As artérias que levam sangue ao cérebro

As artérias carótidas percorrem os dois lados do pescoço e são responsáveis por conduzir grande parte do sangue que irriga o cérebro. Quando a parede desses vasos acumula gordura, cálcio e outros elementos, forma-se a placa de aterosclerose, que pode reduzir o calibre interno da artéria. Esse estreitamento recebe o nome de estenose carotídea.

A doença da carótida costuma se desenvolver de forma silenciosa, ao longo de anos. Muitas pessoas descobrem o achado em um exame solicitado por outro motivo, sem nunca terem apresentado qualquer sintoma. Outras chegam ao diagnóstico depois de um episódio neurológico transitório ou de um acidente vascular cerebral.

Compreender essa condição não significa conviver com medo. Significa reconhecer os sinais de alerta, acompanhar o que precisa ser acompanhado e tomar decisões com base em avaliação médica individualizada.

Como se desenvolve

A formação da placa de aterosclerose

A aterosclerose é um processo difuso, que pode acometer artérias de diferentes territórios do corpo. Na carótida, ela tende a se concentrar na região em que o vaso se divide, na porção superior do pescoço. Nesse ponto, o fluxo sanguíneo sofre alterações naturais de direção e de velocidade que favorecem o depósito da placa.

O problema não se resume ao estreitamento. A superfície da placa pode se tornar irregular e liberar pequenos fragmentos que seguem pela corrente sanguínea até vasos menores do cérebro. Esse mecanismo, chamado de embolia, explica parte importante dos eventos neurológicos associados à carótida.

Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver e de agravar a doença:

Se você convive com esses fatores, vale conversar com o seu médico sobre a necessidade de investigação vascular. A página de check-up vascular reúne mais informações sobre esse tipo de avaliação.

Sinais de alerta

Sintomas que exigem atendimento imediato

Alguns sintomas podem indicar que o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro foi interrompido, ainda que por pouco tempo. Eles costumam surgir de maneira súbita:

  • Fraqueza ou dormência em um lado do corpo, no braço, na perna ou na face.
  • Dificuldade para falar, para encontrar palavras ou para compreender o que é dito.
  • Perda visual em um dos olhos, frequentemente descrita como uma cortina que desce.
  • Desequilíbrio súbito, alteração da marcha ou perda de coordenação.

Diante de qualquer um desses sinais, procure imediatamente um serviço de emergência ou acione o atendimento móvel de urgência pelo telefone 192. Sintomas que desaparecem em poucos minutos não devem ser ignorados, pois podem corresponder a um ataque isquêmico transitório, considerado um alerta relevante. O consultório realiza avaliação eletiva e não substitui o pronto atendimento em situações de urgência.

Diagnóstico

Como a doença é investigada

O exame inicial mais utilizado é o ultrassom com doppler das artérias carótidas e vertebrais, que estima o grau de estreitamento, mede as velocidades do fluxo e descreve as características da placa. É um método sem radiação e sem contraste. Você pode saber mais na página sobre o ecodoppler vascular.

Quando existe dúvida sobre o grau da lesão, ou quando o tratamento invasivo passa a ser considerado, podem ser solicitados exames complementares, como a angiotomografia ou a angiorressonância. Esses métodos demonstram a anatomia do vaso desde a sua origem até a entrada no crânio, informação que influencia diretamente a escolha da técnica.

A avaliação não se limita à imagem. Ela inclui a história clínica, o exame físico e a análise dos fatores de risco. Conheça os exames utilizados na avaliação vascular.

Aprofunde o tema

Avaliação e tratamento da carótida

I.

Endarterectomia de carótida

Cirurgia que remove a placa do interior da artéria por meio de uma abertura no pescoço. Entenda em que consiste e quando costuma ser discutida.

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II.

Angioplastia com stent

Alternativa endovascular, realizada por cateter, com colocação de stent na artéria. Veja em quais situações essa técnica é considerada.

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III.

Placa na carótida

Se você recebeu um laudo de ultrassom com achado de placa e ficou em dúvida sobre o significado, entenda o que os termos indicam e como a conduta é definida.

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IV.

Carótida e prevenção do AVC

De que forma a doença carotídea se relaciona com o acidente vascular cerebral e quais medidas contribuem para reduzir o risco.

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Decisão terapêutica

Quando o tratamento invasivo entra em discussão

Nem toda placa na carótida exige cirurgia. O tratamento clínico é a base do cuidado em todos os casos e envolve o controle da pressão arterial, o tratamento do diabetes, o manejo do colesterol, a interrupção do tabagismo, a prática de atividade física orientada e o uso de medicamentos definidos pelo médico assistente.

A discussão sobre endarterectomia ou angioplastia com stent costuma considerar dois pontos principais: se a pessoa já apresentou sintomas neurológicos relacionados àquela artéria e qual é o grau de estreitamento observado nos exames. A literatura médica utiliza como referência geral determinadas faixas de estenose consideradas graves, e pessoas que já tiveram sintomas tendem a ser avaliadas a partir de graus menores de estreitamento do que aquelas que nunca apresentaram manifestações. Esses limiares servem como orientação geral, e não como regra automática.

Entram na análise, ainda, a anatomia do vaso, as características da placa, as condições clínicas gerais, a presença de outras doenças e as preferências da pessoa depois de devidamente informada. A conduta é sempre individualizada e definida em consulta médica, com discussão dos benefícios e dos riscos de cada alternativa.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre a carótida

Placa na carótida sempre significa cirurgia?

Não. Muitas placas são acompanhadas clinicamente por longos períodos, com controle dos fatores de risco e exames de seguimento. A indicação de tratamento invasivo depende do conjunto de informações clínicas e de imagem, e é definida em consulta.

A doença da carótida provoca dor no pescoço?

Em geral, não. A estenose carotídea costuma ser assintomática até que ocorra um evento neurológico. Dor cervical isolada raramente está relacionada à placa e normalmente tem outras causas, que merecem investigação específica.

O sopro que o médico ouve no pescoço confirma o diagnóstico?

Não confirma. O sopro cervical é um sinal que pode sugerir alteração do fluxo e costuma motivar a solicitação de um ultrassom com doppler. A confirmação e a graduação da estenose dependem do exame de imagem.

Com que frequência os exames devem ser repetidos?

O intervalo varia conforme o grau de estreitamento, a estabilidade do quadro e os fatores de risco de cada pessoa. Esse intervalo é definido pelo médico que acompanha o caso e pode ser revisto ao longo do tempo.

É possível ter doença da carótida e das artérias das pernas ao mesmo tempo?

Sim. A aterosclerose é um processo sistêmico e pode acometer diferentes territórios. Por isso, a avaliação vascular costuma investigar também outros segmentos arteriais. Veja a página sobre doença arterial periférica.

Avaliação

Converse sobre o seu caso

Se você recebeu um resultado de exame com alteração nas carótidas, ou convive com fatores de risco cardiovascular, uma consulta permite reunir a história clínica, revisar os exames e discutir as alternativas de acompanhamento e de tratamento aplicáveis à sua situação.

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Escrito e revisado por , Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 26 de setembro de 2026.

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