Matheus MannarinoCirurgia Vascular e Endovascular Agendar consulta
Tratamento

Angioplastia de carótida com stent

Alternativa endovascular para o tratamento da estenose carotídea, considerada em situações específicas definidas em consulta.

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CRM 52.0108.215-9  ·  RQE 49448  ·  Jardim Botânico · Rio de Janeiro
O procedimento

Como funciona o tratamento endovascular

A angioplastia carotídea é realizada por dentro do vaso, com o uso de cateteres. A entrada pode ser obtida por uma punção na artéria femoral, na região da virilha, ou diretamente na própria carótida, na base do pescoço, conforme a anatomia e a estratégia escolhida.

Após alcançar a região estreitada, o segmento é dilatado com um balão e recebe um stent, uma estrutura metálica autoexpansível que permanece na artéria com a função de manter o calibre do vaso. Durante o procedimento costumam ser utilizados dispositivos de proteção cerebral, que podem funcionar como filtros ou por meio da inversão temporária do sentido do fluxo, com o objetivo de reduzir o deslocamento de fragmentos da placa para o cérebro.

Trata-se de um procedimento que exige ambiente hospitalar, equipamento de imagem específico e equipe treinada. A indicação, a via de acesso e o material utilizado são definidos individualmente.

Indicação

Em quais situações essa técnica costuma ser considerada

A angioplastia com stent e a endarterectomia são alternativas para o mesmo problema, e a escolha entre elas depende de uma análise cuidadosa. A abordagem endovascular tende a ser discutida com maior frequência em algumas circunstâncias:

Por outro lado, existem situações em que a técnica endovascular é menos favorável, como determinadas anatomias do arco aórtico, vasos muito tortuosos e placas com características que aumentam o risco de embolização. Esses aspectos são avaliados nos exames de imagem antes de qualquer decisão. A comparação entre as duas técnicas é feita em consulta, caso a caso. Você pode ler também sobre a endarterectomia de carótida.

Preparação

O que antecede o procedimento

O planejamento depende de um estudo detalhado da anatomia, desde a origem dos vasos no tórax até a entrada da carótida no crânio. Além do ultrassom com doppler, costumam ser utilizadas a angiotomografia ou a angiorressonância. Saiba mais sobre o ecodoppler vascular.

O uso de medicamentos antiagregantes plaquetários faz parte do preparo e do período posterior ao procedimento, com esquema e duração definidos pelo médico responsável. A função renal e eventuais reações prévias a contraste iodado também precisam ser informadas, uma vez que o procedimento é realizado com contraste iodado.

Nenhuma medicação deve ser iniciada, suspensa ou ajustada por conta própria.

Riscos e acompanhamento

O que precisa ser discutido antes da decisão

Como toda intervenção sobre a carótida, a angioplastia envolve riscos que devem ser apresentados com clareza. Entre eles estão o acidente vascular cerebral no período do procedimento, a redução da frequência cardíaca e da pressão arterial por estímulo de estruturas nervosas da região, complicações no local do acesso vascular e reações ao contraste.

Ao longo do tempo, pode ocorrer novo estreitamento no interior do stent. Por esse motivo, o acompanhamento com exames de imagem periódicos é parte integrante do tratamento, assim como a manutenção do controle dos fatores de risco cardiovascular.

A permanência hospitalar e o retorno às atividades variam conforme a evolução individual, e não seguem um prazo padrão. Todas essas informações são detalhadas em consulta, antes de qualquer decisão.

O stent precisa ser trocado depois de algum tempo?

O stent é projetado para permanecer na artéria. O que se acompanha ao longo do tempo é o comportamento do vaso naquele segmento, por meio de exames periódicos definidos pelo médico assistente.

Quem coloca stent na carótida pode realizar ressonância magnética?

Os stents utilizados atualmente são, em geral, compatíveis com ressonância magnética. Ainda assim, informe sempre a equipe do exame sobre o dispositivo implantado, para que as recomendações do fabricante sejam verificadas.

A angioplastia dispensa o tratamento clínico?

Não. O controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol e a interrupção do tabagismo continuam sendo parte central do cuidado, pois a aterosclerose acomete o organismo de forma sistêmica.

O procedimento é feito com anestesia geral?

Na maioria das vezes é realizado com sedação e anestesia local no ponto de acesso, o que permite acompanhar o estado neurológico durante o procedimento. A escolha final é definida com a equipe de anestesiologia.

Avaliação

Entenda qual alternativa se aplica ao seu caso

A escolha entre tratamento clínico, cirurgia aberta e abordagem endovascular depende do conjunto de informações clínicas e de imagem de cada pessoa. Uma consulta permite revisar os exames e discutir as alternativas com calma. Você também pode retornar à página sobre doença da carótida.

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Escrito e revisado por , Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 10 de agosto de 2026.

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