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Tratamento

Revascularização e bypass arterial

A cirurgia que constrói um novo caminho para o sangue contornar o trecho obstruído da artéria.

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CRM 52.0108.215-9  ·  RQE 49448  ·  Jardim Botânico · Rio de Janeiro
Cirurgia arterial

O que é o bypass arterial

Bypass, ou ponte, é a cirurgia em que se constrói um novo trajeto para o sangue. Em vez de tentar reabrir o trecho doente, o cirurgião vascular liga um segmento saudável da artéria acima da obstrução a outro segmento saudável abaixo dela, usando um enxerto.

Esse enxerto pode ser uma veia do próprio paciente, com frequência a veia safena, ou uma prótese vascular sintética. A escolha depende do território a ser tratado, do calibre dos vasos, da qualidade da veia disponível e da presença de infecção ou de feridas.

O bypass é uma das formas de tratamento da doença arterial periférica, ao lado da angioplastia. As duas técnicas não competem entre si: cada uma responde melhor a determinados padrões de doença.

Indicações

Quando a cirurgia costuma ser a melhor opção

A decisão entre tratamento endovascular e cirurgia aberta é uma das mais importantes do planejamento e leva em conta diversos elementos:

Também pesam as condições clínicas gerais, como função cardíaca, pulmonar e renal, já que a cirurgia aberta exige maior reserva do organismo. Não existe resposta padrão: a conduta é individualizada e definida em consulta médica.

Técnicas

Principais tipos de revascularização

O nome da cirurgia costuma indicar de onde parte e onde chega o enxerto.

Em determinados casos, técnicas cirúrgicas e endovasculares são combinadas no mesmo procedimento, estratégia conhecida como tratamento híbrido.

Depois da cirurgia

Recuperação e vigilância do enxerto

A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, com anestesia definida pela equipe de anestesiologia. O tempo de internação e o retorno às atividades variam conforme a extensão do procedimento, a presença de feridas e a evolução de cada paciente, motivo pelo qual não se estabelece prazo fixo.

Depois da alta, o acompanhamento tem duas frentes. A primeira é o cuidado com as incisões e com eventuais feridas do pé. A segunda é a vigilância do enxerto, feita com exame clínico e ecodoppler arterial em intervalos definidos pelo médico, para identificar cedo estreitamentos que possam comprometer o funcionamento da ponte.

Antiagregantes, estatinas e o controle do diabetes e da pressão fazem parte do plano de longo prazo. A interrupção do tabagismo influencia diretamente a evolução do enxerto.

Transparência

Riscos a considerar

Trata-se de uma cirurgia de porte, e os riscos são discutidos abertamente antes da decisão. Entre eles estão infecção da ferida operatória, sangramento, acúmulo de líquido linfático, complicações cardíacas e pulmonares no perioperatório, trombose do enxerto e eventual necessidade de novos procedimentos ao longo do tempo.

A cirurgia trata a obstrução, mas não interrompe a aterosclerose. O tratamento clínico e o exercício continuam sendo parte do cuidado depois da revascularização.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre o bypass arterial

Retirar a veia safena para o enxerto prejudica a circulação da perna?

A safena faz parte do sistema venoso superficial e, na maior parte dos casos, sua retirada é bem tolerada porque o retorno do sangue segue pelo sistema venoso profundo. Antes da cirurgia, a veia é avaliada por ultrassom quanto ao calibre e à qualidade.

O enxerto dura para sempre?

Não é possível garantir duração. Enxertos podem estreitar ou ocluir com o tempo, em ritmo que varia conforme o tipo de enxerto, o território tratado e o controle dos fatores de risco. A vigilância periódica existe para detectar alterações antes que causem sintomas.

Bypass é melhor do que angioplastia?

Nenhuma das duas é superior em termos absolutos. Cada técnica tem indicações mais favoráveis, e a escolha depende do padrão anatômico das lesões, do objetivo do tratamento e das condições clínicas do paciente.

Quais exames precedem a cirurgia?

Além dos exames laboratoriais e da avaliação cardiológica pré-operatória, costumam ser realizados ecodoppler arterial, mapeamento da veia safena e exames de imagem como angiotomografia. Os detalhes estão na página de exames vasculares.

Avaliação

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Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com residência em Cirurgia Vascular pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e fellowship no Hôpital Marie Lannelongue, em Paris, o Dr. Matheus Mannarino atende no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

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Escrito e revisado por , Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 10 de agosto de 2026.

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