Matheus MannarinoCirurgia Vascular e Endovascular Agendar consulta
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Qual exame detecta trombose

O exame que detecta trombose é o ecodoppler venoso, um ultrassom que mostra em tempo real se a veia está aberta ou ocupada por coágulo. Ele é rápido, indolor, não usa radiação nem contraste e pode ser repetido quantas vezes for necessário — é o padrão para confirmar ou descartar o diagnóstico.

Como funciona o ecodoppler venoso

O exame combina duas informações. A primeira é a imagem: o aparelho mostra a veia por dentro e permite comprimi-la com o transdutor. Veia saudável se fecha por completo sob a compressão; veia com coágulo não colaba. Esse é o achado mais confiável do exame.

A segunda informação é o fluxo. O doppler capta a velocidade e o sentido do sangue, revelando se a circulação está interrompida, reduzida ou desviada por circulação colateral. A combinação das duas define não só a presença do coágulo, mas a sua extensão e o tempo aproximado de formação.

O ecodoppler leva de quinze a trinta minutos, é feito com o paciente deitado e não exige preparo nem jejum.

E o exame de sangue D-dímero?

O D-dímero mede um produto da degradação da fibrina, que se eleva quando existe coágulo em formação no organismo. A sua utilidade é específica e costuma ser mal compreendida: ele serve principalmente para descartar a trombose, não para confirmá-la.

Um D-dímero normal em alguém com baixa probabilidade clínica praticamente exclui o diagnóstico. Já um D-dímero elevado significa pouco isoladamente, porque sobe também em infecções, gestação, pós-operatório, câncer e na idade avançada. Nesses casos, o ecodoppler continua sendo necessário.

Quando são pedidos outros exames

  • Angiotomografia de tórax: exame de escolha diante da suspeita de embolia pulmonar, feito na emergência.
  • Tomografia ou ressonância de abdome e pelve: quando se suspeita de trombose em veias mais profundas, fora do alcance do ultrassom, ou de compressões como a síndrome de May-Thurner.
  • Pesquisa de trombofilia: exames de sangue solicitados em situações selecionadas — trombose sem fator desencadeante, episódios repetidos, história familiar forte ou localização incomum. Não são pedidos de rotina, e o momento de colher importa, porque o quadro agudo e o anticoagulante alteram vários resultados.

Por que o exame precisa ser feito logo

O ecodoppler define a conduta imediata: confirmada a trombose, o tratamento começa no mesmo dia. Além disso, o exame feito na fase aguda serve de referência para os controles futuros — sem ele, fica difícil distinguir, meses depois, um coágulo novo de uma sequela do antigo.

Perguntas frequentes

O ecodoppler dói?

Não. O desconforto se limita à pressão do transdutor sobre a panturrilha dolorida, necessária justamente para testar a compressibilidade da veia.

Preciso de encaminhamento ou preparo?

Não há preparo. O exame pode ser solicitado na primeira consulta e, em muitos serviços, realizado no mesmo atendimento.

Um ecodoppler normal exclui trombose?

Na maioria das situações, sim. Quando a suspeita clínica permanece alta apesar do exame normal, repete-se o ecodoppler em cerca de uma semana, porque coágulos muito pequenos em veias da panturrilha podem não ser vistos no primeiro exame.

Quem deve fazer o exame?

Qualquer pessoa com inchaço novo em uma perna, dor na panturrilha sem causa aparente ou sintomas vasculares após cirurgia, imobilização ou viagem longa.

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