A correção feita por dentro do próprio vaso, com endoprótese introduzida pelas artérias da virilha.
Agendar avaliaçãoO reparo endovascular do aneurisma de aorta, conhecido pela sigla EVAR, que corresponde à expressão inglesa endovascular aneurysm repair, consiste em revestir internamente o segmento dilatado da artéria com uma endoprótese, um tubo de tecido sintético sustentado por uma estrutura metálica autoexpansível.
O dispositivo é conduzido até a aorta por dentro das próprias artérias, a partir de acessos na região das virilhas, feitos por punção ou por pequenas incisões. Uma vez posicionado e liberado sob controle radiológico, ele passa a conduzir o sangue por dentro de si, de modo que o saco aneurismático deixa de receber pressão direta da corrente sanguínea.
A grande diferença em relação à cirurgia convencional está no acesso: não há abertura da cavidade abdominal nem pinçamento da aorta, o que costuma tornar o procedimento menos agressivo do ponto de vista clínico. Isso não significa que seja indicado para todos, como se explica adiante.
A viabilidade do tratamento endovascular depende, antes de tudo, da anatomia. É necessário que exista um segmento de aorta saudável acima e abaixo do aneurisma, capaz de servir de apoio e de vedação para a endoprótese, e que as artérias por onde o material será introduzido tenham calibre e qualidade adequados.
Essa análise é feita por angiotomografia computadorizada, com medidas detalhadas de diâmetros, comprimentos e angulações. É a partir desse estudo que se define se a técnica é aplicável e qual dispositivo se adapta melhor ao caso.
Além da anatomia, pesam na decisão a idade, as condições cardíacas, pulmonares e renais, e a expectativa de acompanhamento a longo prazo. Nenhum desses elementos decide sozinho: a conduta é sempre individualizada e definida em consulta médica.
Estudo detalhado da angiotomografia, com medidas milimétricas e escolha do dispositivo mais adequado à anatomia encontrada.
Realizado em ambiente hospitalar com equipamento de radiologia, por acesso nas artérias femorais, com a endoprótese posicionada sob controle de imagem.
Acompanhamento por exames de imagem periódicos ao longo da vida, para verificar se a endoprótese permanece na posição adequada e se mantém a sua função.
Todo procedimento sobre a aorta envolve riscos, e o tratamento endovascular não é exceção. Entre as situações que podem ocorrer estão os vazamentos, chamados de endoleaks, em que o saco aneurismático volta a receber fluxo sanguíneo, além de complicações relacionadas às artérias de acesso, à função renal pelo uso de contraste e à migração do dispositivo ao longo dos anos.
Por esse motivo, o seguimento por imagem não é opcional. Quem se submete ao tratamento endovascular assume um compromisso de acompanhamento por tempo indeterminado, com exames periódicos definidos pelo médico. Parte dos casos pode exigir procedimentos complementares no futuro.
Reconhecer esses limites com clareza é parte do cuidado. A escolha entre as técnicas disponíveis é discutida em detalhe na página /aorta-aneurismas/aberta-x-endovascular/.
O objetivo é excluir o saco aneurismático da circulação e reduzir o risco de ruptura. Ainda assim, a aorta continua sendo uma artéria doente e a endoprótese é um dispositivo implantado, o que torna o acompanhamento por imagem indispensável ao longo da vida. Não existe garantia de resultado, e a evolução varia de pessoa para pessoa.
Não. O acesso é feito pelas artérias da região inguinal, por punção ou por pequenas incisões, sem abertura da cavidade abdominal. Em situações anatômicas específicas, pode ser necessário algum acesso adicional, o que é discutido previamente.
Depende do caso e da avaliação da equipe de anestesiologia. O procedimento pode ser realizado sob anestesia geral, raquianestesia ou anestesia local associada a sedação, conforme as condições clínicas e a complexidade prevista.
Se você já possui angiotomografia de aorta, ultrassonografia de abdome ou laudos anteriores, leve-os, inclusive em mídia digital. Eles permitem comparar a evolução ao longo do tempo. Mais informações em /exames/.
A definição da melhor conduta depende da sua anatomia, do seu histórico e das suas condições clínicas. Em consulta, é possível revisar seus exames e conversar com calma sobre as alternativas, seus benefícios e seus riscos.
Escrito e revisado por Dr. Matheus Mannarino, Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 10 de agosto de 2026.
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