Matheus MannarinoCirurgia Vascular e Endovascular Agendar consulta
Pilar do tema

Doença arterial periférica

Quando as artérias das pernas se estreitam, o sangue passa a chegar em menor quantidade aos músculos e à pele, e o corpo avisa.

Agendar avaliação
CRM 52.0108.215-9  ·  RQE 49448  ·  Jardim Botânico · Rio de Janeiro
Circulação dos membros inferiores

Quando o sangue encontra dificuldade para chegar

A doença arterial periférica, também chamada de doença arterial obstrutiva periférica, acontece quando as artérias que levam sangue para as pernas ficam estreitadas ou obstruídas. A causa mais comum é a aterosclerose, um processo lento de acúmulo de gordura, cálcio e células inflamatórias na parede arterial.

Com o estreitamento, o volume de sangue que alcança a musculatura e a pele diminui. Em repouso, esse fluxo reduzido pode ser suficiente. Durante a caminhada, quando os músculos precisam de mais oxigênio, ele já não basta, e é nesse momento que os sintomas aparecem.

A doença arterial periférica raramente caminha sozinha. Ela costuma indicar que o mesmo processo pode estar presente em outros territórios do corpo, como as artérias do coração e as artérias carótidas. Por esse motivo, avaliar quem tem obstrução nas pernas é avaliar o sistema arterial como um todo.

Pessoa caminhando ao ar livre, atividade central no cuidado da doença arterial periférica
A caminhada é parte do diagnóstico e do tratamento da doença arterial periférica.
Fatores de risco

O que favorece o estreitamento das artérias

Alguns fatores aumentam de forma consistente a chance de desenvolver e de agravar a doença arterial periférica. Nem todos podem ser modificados, mas os principais podem, e é justamente aí que está a maior parte do tratamento.

O controle desses fatores é a base sobre a qual qualquer outra conduta se apoia, inclusive os procedimentos.

Manifestações

Como a doença costuma se apresentar

A evolução costuma seguir uma sequência, ainda que ela não seja igual em todas as pessoas.

  1. Fase sem sintomas. A obstrução existe, mas a circulação disponível ainda dá conta das atividades habituais. Muitas vezes o achado surge em avaliação feita por outro motivo.
  2. Dor ao caminhar. É a claudicação intermitente, dor ou fadiga que aparece na panturrilha, na coxa ou no glúteo após certa distância e melhora com o repouso.
  3. Dor em repouso e feridas. Quando o fluxo se torna insuficiente mesmo sem esforço, surgem dor noturna nos dedos e no pé, feridas que não cicatrizam e alterações da cor da pele. Esse estágio é chamado de isquemia crítica e exige avaliação com prioridade.

Nem toda dor nas pernas tem origem arterial. Varizes, alterações da coluna e problemas articulares podem produzir queixas parecidas, como descrito na página sobre dor nas pernas. A distinção é feita em consulta.

Investigação

Como o diagnóstico é conduzido

A avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico, com atenção à palpação dos pulsos, à temperatura e à coloração dos pés e à presença de feridas.

O índice tornozelo-braço, obtido pela comparação da pressão medida no tornozelo com a do braço, é um exame simples e não invasivo que ajuda a estimar o grau de comprometimento arterial. O ecodoppler arterial mostra onde estão as obstruções e como o sangue circula por elas.

Quando se cogita um procedimento, exames como a angiotomografia ou a angiorressonância podem ser solicitados para o planejamento. A lista completa está na página de exames vasculares, e a escolha é individualizada, definida em consulta médica.

Tratamento clínico

O que sustenta todo o tratamento

Antes de qualquer discussão sobre procedimento, há um conjunto de medidas que acompanha o paciente em todas as fases, atuando sobre a progressão da aterosclerose e sobre o risco cardiovascular global.

Os procedimentos de revascularização, quando indicados, não substituem esse conjunto de medidas. Eles se somam a ele.

Aprofunde

Temas relacionados

Cada assunto abaixo aprofunda um aspecto do tema, do sintoma inicial às formas de tratamento.

I.

Claudicação intermitente

A dor que surge ao caminhar e melhora no repouso, e o que ela indica.

Ler mais
II.

Angioplastia de membros inferiores

O tratamento endovascular, feito por dentro da própria artéria.

Ler mais
III.

Revascularização e bypass

A cirurgia que cria um novo caminho para o sangue contornar a obstrução.

Ler mais
IV.

Pé diabético e circulação

Por que o diabetes muda o cuidado com os pés.

Ler mais
V.

Isquemia crítica de membros

O estágio avançado, com dor em repouso e feridas que não cicatrizam.

Ler mais
Atenção

Sinais que pedem avaliação com prioridade

Algumas situações indicam que a circulação pode estar gravemente comprometida e não devem esperar uma consulta de rotina:

Diante desses sinais, procure avaliação médica com prioridade ou um serviço de emergência.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre doença arterial periférica

Doença arterial periférica é o mesmo que varizes?

Não. As varizes são um problema do sistema venoso, responsável pelo retorno do sangue ao coração, enquanto a doença arterial periférica afeta as artérias. Os sintomas podem se confundir, e uma pessoa pode ter as duas condições ao mesmo tempo.

Caminhar piora a doença?

Ao contrário. Programas de exercício supervisionado são um dos pilares reconhecidos do tratamento da claudicação. A caminhada deve seguir orientação profissional quanto à intensidade, à duração e à frequência.

Todo paciente com obstrução precisa de procedimento?

Não. Muitos pacientes são acompanhados com tratamento clínico, exercício e controle dos fatores de risco. A indicação de angioplastia ou de cirurgia depende do padrão das lesões, da limitação que causam e das condições clínicas de cada pessoa. A decisão é individualizada e tomada em consulta.

Parar de fumar muda alguma coisa nessa fase?

Sim, em qualquer fase. A interrupção do tabagismo atua sobre a progressão da aterosclerose e sobre o risco cardiovascular geral, e permanece relevante mesmo após um procedimento de revascularização.

Quem trata essa doença?

O cirurgião vascular é o especialista responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento das doenças das artérias, das veias e dos vasos linfáticos, o que inclui o tratamento clínico, o endovascular e o cirúrgico. O acompanhamento costuma ser feito em conjunto com o clínico, o cardiologista e o endocrinologista.

Avaliação

Converse sobre o seu caso

O Dr. Matheus Mannarino é cirurgião vascular e endovascular, com consultório no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. A avaliação inclui história clínica, exame físico e a solicitação dos exames adequados ao seu quadro, com conduta individualizada.

Agendar avaliação

Escrito e revisado por , Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 10 de agosto de 2026.

Consulta especializada

Avaliação criteriosa do seu caso

Apresente os seus exames para uma análise individualizada, com esclarecimento completo do diagnóstico e das condutas indicadas.

Agendar consulta · (21) 99396-0343