Quando as artérias das pernas se estreitam, o sangue passa a chegar em menor quantidade aos músculos e à pele, e o corpo avisa.
Agendar avaliaçãoA doença arterial periférica, também chamada de doença arterial obstrutiva periférica, acontece quando as artérias que levam sangue para as pernas ficam estreitadas ou obstruídas. A causa mais comum é a aterosclerose, um processo lento de acúmulo de gordura, cálcio e células inflamatórias na parede arterial.
Com o estreitamento, o volume de sangue que alcança a musculatura e a pele diminui. Em repouso, esse fluxo reduzido pode ser suficiente. Durante a caminhada, quando os músculos precisam de mais oxigênio, ele já não basta, e é nesse momento que os sintomas aparecem.
A doença arterial periférica raramente caminha sozinha. Ela costuma indicar que o mesmo processo pode estar presente em outros territórios do corpo, como as artérias do coração e as artérias carótidas. Por esse motivo, avaliar quem tem obstrução nas pernas é avaliar o sistema arterial como um todo.
Alguns fatores aumentam de forma consistente a chance de desenvolver e de agravar a doença arterial periférica. Nem todos podem ser modificados, mas os principais podem, e é justamente aí que está a maior parte do tratamento.
O controle desses fatores é a base sobre a qual qualquer outra conduta se apoia, inclusive os procedimentos.
A evolução costuma seguir uma sequência, ainda que ela não seja igual em todas as pessoas.
Nem toda dor nas pernas tem origem arterial. Varizes, alterações da coluna e problemas articulares podem produzir queixas parecidas, como descrito na página sobre dor nas pernas. A distinção é feita em consulta.
A avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico, com atenção à palpação dos pulsos, à temperatura e à coloração dos pés e à presença de feridas.
O índice tornozelo-braço, obtido pela comparação da pressão medida no tornozelo com a do braço, é um exame simples e não invasivo que ajuda a estimar o grau de comprometimento arterial. O ecodoppler arterial mostra onde estão as obstruções e como o sangue circula por elas.
Quando se cogita um procedimento, exames como a angiotomografia ou a angiorressonância podem ser solicitados para o planejamento. A lista completa está na página de exames vasculares, e a escolha é individualizada, definida em consulta médica.
Antes de qualquer discussão sobre procedimento, há um conjunto de medidas que acompanha o paciente em todas as fases, atuando sobre a progressão da aterosclerose e sobre o risco cardiovascular global.
Os procedimentos de revascularização, quando indicados, não substituem esse conjunto de medidas. Eles se somam a ele.
Cada assunto abaixo aprofunda um aspecto do tema, do sintoma inicial às formas de tratamento.
A dor que surge ao caminhar e melhora no repouso, e o que ela indica.
Ler maisO tratamento endovascular, feito por dentro da própria artéria.
Ler maisA cirurgia que cria um novo caminho para o sangue contornar a obstrução.
Ler maisO estágio avançado, com dor em repouso e feridas que não cicatrizam.
Ler maisAlgumas situações indicam que a circulação pode estar gravemente comprometida e não devem esperar uma consulta de rotina:
Diante desses sinais, procure avaliação médica com prioridade ou um serviço de emergência.
Não. As varizes são um problema do sistema venoso, responsável pelo retorno do sangue ao coração, enquanto a doença arterial periférica afeta as artérias. Os sintomas podem se confundir, e uma pessoa pode ter as duas condições ao mesmo tempo.
Ao contrário. Programas de exercício supervisionado são um dos pilares reconhecidos do tratamento da claudicação. A caminhada deve seguir orientação profissional quanto à intensidade, à duração e à frequência.
Não. Muitos pacientes são acompanhados com tratamento clínico, exercício e controle dos fatores de risco. A indicação de angioplastia ou de cirurgia depende do padrão das lesões, da limitação que causam e das condições clínicas de cada pessoa. A decisão é individualizada e tomada em consulta.
Sim, em qualquer fase. A interrupção do tabagismo atua sobre a progressão da aterosclerose e sobre o risco cardiovascular geral, e permanece relevante mesmo após um procedimento de revascularização.
O cirurgião vascular é o especialista responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento das doenças das artérias, das veias e dos vasos linfáticos, o que inclui o tratamento clínico, o endovascular e o cirúrgico. O acompanhamento costuma ser feito em conjunto com o clínico, o cardiologista e o endocrinologista.
O Dr. Matheus Mannarino é cirurgião vascular e endovascular, com consultório no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. A avaliação inclui história clínica, exame físico e a solicitação dos exames adequados ao seu quadro, com conduta individualizada.
Escrito e revisado por Dr. Matheus Mannarino, Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 10 de agosto de 2026.
Apresente os seus exames para uma análise individualizada, com esclarecimento completo do diagnóstico e das condutas indicadas.
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