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Cuidado especial

Pé diabético e circulação

No diabetes, a perda de sensibilidade e a redução do fluxo arterial podem caminhar juntas, e isso muda o cuidado com os pés.

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CRM 52.0108.215-9  ·  RQE 49448  ·  Jardim Botânico · Rio de Janeiro
Diabetes e artérias

Três problemas que costumam se somar

O termo pé diabético reúne as alterações que o diabetes de longa data pode provocar nos pés, resultado, em graus variáveis, da combinação de três componentes.

O primeiro é a neuropatia, a lesão dos nervos periféricos, que reduz a sensibilidade à dor, à temperatura e à pressão e altera a distribuição do peso ao caminhar. O segundo é a isquemia, a redução do fluxo arterial, que compromete a chegada de oxigênio e dificulta a cicatrização. O terceiro é a infecção, que se instala com mais facilidade quando há ferida e circulação insuficiente.

No diabetes, a doença arterial periférica tende a acometer as artérias mais finas da perna e do pé, o que exige planejamento específico quando se cogita um tratamento.

Atenção

Por que a dor pode não aparecer

Uma pessoa sem diabetes que desenvolve obstrução arterial costuma sentir dor ao caminhar. Quem tem neuropatia diabética pode não sentir esse aviso, ou senti-lo de forma atenuada.

A consequência prática é importante: a ausência de dor não significa que a circulação esteja preservada. Não é raro que o primeiro sinal perceptível seja uma ferida, um calo que escureceu ou uma bolha que não cicatriza.

Por isso, a avaliação dos pés em quem tem diabetes é feita por observação regular e exame clínico periódico, e não apenas quando surge desconforto.

Sinais

O que merece avaliação

Ferida com sinais de infecção ou escurecimento da pele requer avaliação médica com prioridade ou atendimento em serviço de emergência, conforme a gravidade.

Investigação

Como a circulação é avaliada no diabetes

A avaliação vascular inclui a palpação dos pulsos do pé, a inspeção da pele e a análise da ferida, quando existe. O exame com monofilamento e diapasão verifica a sensibilidade protetora.

O índice tornozelo-braço é utilizado, mas exige interpretação cuidadosa: no diabetes de longa data, a calcificação da camada média das artérias pode tornar o vaso pouco compressível e produzir valores falsamente elevados. Nesses casos, recorre-se a medidas complementares, como o índice dedo-braço e a análise das curvas de fluxo.

O ecodoppler arterial avalia o trajeto das artérias e a qualidade do fluxo até o pé. Quando se considera revascularização, exames adicionais podem ser solicitados, como descrito na página de exames vasculares.

Tratamento

Um cuidado que envolve várias frentes

O tratamento do pé diabético raramente depende de uma única medida. Ele costuma reunir:

Quando o quadro evolui para dor em repouso ou necrose, aplica-se o descrito na página sobre isquemia crítica. A conduta é sempre individualizada e definida em consulta médica.

Rotina

Cuidados diários com os pés

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre pé diabético

Todo paciente com diabetes vai desenvolver pé diabético?

Não. O risco aumenta com o tempo de doença e com o controle glicêmico inadequado, mas muitas pessoas com diabetes nunca desenvolvem lesões nos pés. O acompanhamento regular e o cuidado diário têm papel central.

Se não sinto dor, minha circulação está boa?

Não é possível concluir isso. A neuropatia pode reduzir a percepção de dor mesmo quando existe obstrução arterial relevante. A avaliação depende de exame clínico e de exames complementares.

Ferida no pé sempre significa amputação?

Não. Muitas feridas cicatrizam com tratamento adequado, sobretudo quando a circulação é avaliada cedo e restabelecida quando necessário. O prognóstico depende de vários fatores e é discutido individualmente.

Posso fazer podologia?

O cuidado profissional dos pés pode ser útil, desde que realizado com técnica adequada e com conhecimento da sua condição. Informe sempre que tem diabetes e evite procedimentos cortantes sobre calos e cutículas.

Avaliação

Avalie a circulação dos seus pés

A avaliação vascular periódica faz parte do cuidado de quem convive com diabetes. O Dr. Matheus Mannarino atende no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

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Escrito e revisado por , Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 10 de agosto de 2026.

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