O acesso por cateter permite iniciar ou manter a hemodiálise quando ainda não há um acesso definitivo disponível.
Agendar avaliaçãoO cateter para hemodiálise é um tubo flexível posicionado dentro de uma veia central, habitualmente a veia jugular interna, com a ponta próxima à entrada do coração. Ele possui duas vias: uma retira o sangue e a outra o devolve depois da passagem pela máquina de diálise.
Diferentemente da fístula, o cateter permite iniciar a hemodiálise imediatamente após a colocação, sem período de amadurecimento. Essa é a sua principal vantagem e a razão pela qual ele é indispensável em determinadas situações clínicas.
O cateter temporário, ou não tunelizado, é utilizado por períodos curtos, em geral quando a diálise precisa começar com urgência. Sua colocação é rápida, mas ele não é adequado para uso prolongado, porque o risco de infecção aumenta com o tempo de permanência.
O cateter de longa permanência, também chamado de tunelizado ou por seu nome comercial mais conhecido, passa por um trajeto sob a pele antes de entrar na veia. Esse túnel funciona como barreira adicional contra infecção e permite o uso por períodos mais longos. Ele também possui um pequeno anel que adere ao tecido e ajuda a manter o cateter estável.
A escolha entre um e outro depende da previsão de tempo de uso, das suas condições clínicas e do plano traçado com o nefrologista para o acesso definitivo.
Em todas essas situações, o cateter cumpre uma função importante. Isso não o transforma, porém, na primeira escolha para uso prolongado quando existe alternativa viável, e o planejamento costuma incluir a transição para um acesso definitivo.
A colocação é realizada com anestesia local, frequentemente associada a sedação, e com o auxílio de ultrassom para localizar a veia com segurança. O posicionamento da ponta do cateter é conferido por imagem durante o procedimento.
No caso do cateter de longa permanência, o dispositivo é conduzido por um trajeto sob a pele do tórax antes de alcançar a veia, o que resulta em dois pontos: a saída na pele e o local de entrada no vaso. O curativo desses locais segue protocolo específico da unidade de diálise.
A conduta de cada caso, incluindo o lado escolhido e o tipo de cateter, é definida em consulta médica, considerando a anatomia e o histórico de acessos anteriores.
O principal cuidado com o cateter é a prevenção de infecção. O curativo deve ser manuseado apenas pela equipe de saúde, e as conexões nunca devem ser abertas fora do ambiente de diálise. Manter a região seca é uma orientação central, o que na prática significa evitar molhar o curativo no banho, conforme a técnica ensinada pela equipe.
Febre, calafrios durante ou logo após a sessão, dor, vermelhidão ou secreção no local de saída são sinais que devem ser comunicados sem demora à equipe que acompanha você. Dificuldade de fluxo durante a diálise também merece avaliação.
Sim, com cuidados. A região do curativo precisa permanecer seca, e a equipe da unidade de diálise orienta a forma adequada de proteger o local. Piscina, mar e imersão em banheira não são recomendados.
Após o período inicial de cicatrização, o cateter costuma não causar dor. Desconforto persistente, dor nova ou sensibilidade ao toque devem ser avaliados, pois podem indicar alguma alteração local.
Não necessariamente. Para muitos pacientes, o cateter é uma etapa dentro de um plano que inclui a confecção de um acesso definitivo. Para outros, ele permanece como opção adequada por razões anatômicas ou clínicas. Essa definição é feita em conjunto com o nefrologista.
Em geral, sim, respeitando as orientações da equipe sobre movimentos e sobre a proteção do curativo. Atividades que envolvam esforço intenso com o membro superior ou risco de tração do cateter merecem conversa prévia com o médico.
Se você utiliza cateter e deseja discutir a possibilidade de um acesso definitivo, ou se recebeu a indicação de colocação de cateter, a consulta permite avaliar sua anatomia e traçar o plano mais adequado.
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Escrito e revisado por Dr. Matheus Mannarino, Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 10 de agosto de 2026.
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