Matheus MannarinoCirurgia Vascular e Endovascular Agendar consulta
Procedimento

Confecção de fístula arteriovenosa

A cirurgia que cria o acesso definitivo para hemodiálise, unindo uma artéria a uma veia do seu próprio braço.

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CRM 52.0108.215-9  ·  RQE 49448  ·  Jardim Botânico · Rio de Janeiro
Do que se trata

Uma conexão entre artéria e veia

A confecção de fístula arteriovenosa é o procedimento cirúrgico que une diretamente uma artéria a uma veia, geralmente no braço ou no antebraço. Com essa ligação, parte do sangue arterial, que circula sob pressão elevada, passa a correr pela veia. Esse novo regime de fluxo faz com que a veia aumente de calibre e ganhe espessura na parede, tornando-se capaz de suportar as punções repetidas da hemodiálise.

O procedimento utiliza apenas os vasos do próprio paciente, sem material sintético. É por essa razão que a fístula nativa é favorecida pelas diretrizes como primeira escolha quando a anatomia permite: por não haver enxerto, o risco de infecção tende a ser menor e o desempenho a longo prazo costuma ser melhor.

Antes da cirurgia

O que se avalia no planejamento

A escolha do local da fístula não é aleatória. Ela depende do calibre e da qualidade das veias superficiais, da condição das artérias, do histórico de punções, de cateteres já utilizados e de eventuais cirurgias prévias no braço ou no tórax.

O exame físico dos dois membros superiores é o ponto de partida. Com frequência, ele é complementado pelo ecodoppler vascular, que mede os vasos com precisão e revela obstruções silenciosas. Outros exames podem ser indicados conforme o caso.

A regra geral é começar pelos pontos mais distais, próximos ao punho, preservando os segmentos mais altos do braço para eventuais acessos futuros. Essa lógica de preservação é parte importante do planejamento a longo prazo.

O procedimento

Como a cirurgia é realizada

A confecção da fístula é habitualmente um procedimento de curta duração, realizado com anestesia local associada a sedação ou com bloqueio anestésico do membro. A técnica anestésica é definida pela equipe conforme suas condições clínicas.

Por meio de uma incisão pequena, o cirurgião identifica a artéria e a veia escolhidas e realiza a sutura que une os dois vasos, com fios finos e com o auxílio de lentes de aumento. Ao final, verifica-se a presença do frêmito, aquela vibração característica que se sente ao tocar a fístula e que indica a passagem do sangue arterial pela veia.

Em geral, a alta ocorre no mesmo dia ou no dia seguinte, embora isso varie conforme o caso e as condições clínicas de cada pessoa. Você recebe orientações específicas sobre o curativo, os movimentos do braço e os sinais que devem motivar contato com a equipe. Essas orientações são individualizadas e definidas em consulta médica.

Depois da cirurgia

O amadurecimento da fístula

A fístula não está pronta para uso logo após a cirurgia. Ela precisa de um período de amadurecimento, durante o qual a veia se dilata e sua parede se fortalece. Esse tempo varia bastante de pessoa para pessoa, e não é possível prever com exatidão quando o acesso estará apto à punção.

Durante essa fase, o acompanhamento serve para verificar se a fístula está se desenvolvendo como esperado. Avalia-se o frêmito, o calibre da veia e, quando indicado, realiza-se um ecodoppler de controle. Alguns serviços orientam exercícios com a mão, e essa recomendação deve seguir o que foi combinado com sua equipe.

Quando o desenvolvimento não ocorre como esperado, existem alternativas de correção. Esse assunto é tratado em detalhe na página sobre fístula que não desenvolve ou que estreita.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a confecção da fístula

A cirurgia dói?

O procedimento é realizado sob anestesia, de modo que não há dor durante a cirurgia. No período seguinte, é comum haver desconforto local, inchaço leve e sensibilidade na região operada, controlados com as medicações orientadas pela equipe.

Vou precisar de internação?

Trata-se, em geral, de um procedimento de baixa complexidade anestésica, e a alta costuma ocorrer no mesmo dia ou no dia seguinte. Isso, porém, varia de caso a caso: condições clínicas particulares podem exigir permanência maior, o que é discutido com você antes da cirurgia.

Posso usar a fístula assim que sair do centro cirúrgico?

Não. A veia precisa passar pelo processo de amadurecimento antes de suportar as punções da hemodiálise. Se você já está em diálise, o acesso em uso até então, geralmente um cateter, continua sendo utilizado durante esse período.

E se a minha anatomia não permitir uma fístula nativa?

Nesse cenário, discutem-se outras opções, como a prótese arteriovenosa ou o cateter de longa permanência. A comparação entre elas está detalhada na página fístula, cateter ou prótese. A decisão é sempre individualizada e tomada em consulta.

Próximo passo

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Se o seu nefrologista indicou a confecção de um acesso definitivo, a consulta com o cirurgião vascular permite avaliar sua anatomia e definir o plano mais adequado ao seu caso.

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Escrito e revisado por , Cirurgia Vascular e Endovascular. CRM 52.0108.215-9 · RQE 49448.
Última revisão em 10 de agosto de 2026.

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